Moradores da favela de Paraisópolis agora lidam com desobediência de igrejas, bares e aglomerações causadas por bailes funk improvisados

Moradores da favela de Paraisópolis agora lidam com a desobediência de igrejas, bares e aglomerações causadas por bailes funk improvisados – que tiram o sono de quem mora na região do Morumbi.

Da Redação.

A comunidade na zona sul de São Paulo chegou a organizar uma “estrutura de guerra” para o combate ao coronavírus. Nas últimas duas semanas, o esforço de isolamento de parte dos moradores, mesmo que de forma precária, acabou diminuindo e agora pessoas já circulam pelas ruas.

Em contrapartida, o Morumbi, do qual Paraísópolis faz parte, é o bairro que tem maior número de casos de coronavírus em São Paulo, com 297 confirmações da doença.

Há menos de duas semanas, a favela chamou atenção pela organização dos moradores que se mobilizaram e transformaram escolas em centros de acolhimento para quem testou positivo para covid-19.

Um dos moradores, que pediu para não ser identificado, afirma que o movimento nas ruas e vielas é liderado por bares e igrejas; além de festas improvisadas:.

Os bailes funk, que já eram clandestinos, agora são ainda mais espontâneos. Não há uma convocação ou propaganda pela internet.

Com o passar dos dias, jovens apenas se reúnem em volta de carros com som alto e fazem as próprias festas nas esquinas.

Segundo relatos, a polícia é ausente na favela desde dezembro do ano passado, quando uma ação policial causou a morte de nove jovens com idades entre 18 e 23 anos.

A reportagem da Rádio BandNews FM procurou as secretarias da Segurança Pública, Saúde e Meio Ambiente, que ainda não enviaram respostas.

Fonte: BAND NEW FM / reprod. web.

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